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| Download_Disco.zip |
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Dois Inimigos BR6G71100001 |
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Orquidea Ruiva BR6G71100002 |
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Sal e Amor BR6G71100003 |
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Swell BR6G71100004 |
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Ao Mar BR6G71100005 |
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Doce Demora BR6G71100006 |
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O Deus que devasta mas também cura BR6G71100007 |
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Imigrantes BR6G71100008 |
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Para Mulatu BR6G71100009 |
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Fim de Tarde BR6G71100010 |
MEMÓRIAS LUSO AFRICANAS O balanço é do mar. Mas não é barquinho, nem bossa nova; são as caravelas que surgem num deslize de beleza e melancolia. “Memórias Luso Africanas” tem essa cadência desde a concepção e o título. Agrupa um conjunto de canções que se entrelaçam esteticamente como retratos em um álbum de família, num registro delicadamente auto-biográfico. Os parentes estão ali fotografados e enquadrados em diferentes molduras: pais e avós citados em letra e principais influenciadores do conceito de trabalho; mulher-voz principal de duas faixas; filha-inspiração de uma das músicas; irmão-referência no jeito de compor, produzir, samplear e desconstruir até reinventar. Amabis fez seu primeiro disco assim. Produtor de trilhas sonoras para filmes como “O Senhor das Armas” e “Quincas Berro D’água”, Amabis trouxe essa experiência para o disco: os arranjos sugerem imagens de um filme em super 8 ou de uma projeção de slides, tudo quase sempre em preto e branco. É a voz dele quem canta a primeira faixa, “Dois Inimigos” – canção que introduz a atmosfera e convida o ouvinte a espiar no baú empoeirado de lembranças. “Sempre fui muito ligado às histórias familiares, talvez por ter uma avó materna muito carinhosa, com uma história de vida linda e disposição pra contá-la centenas de vezes aos netos. Com a idade, ela foi perdendo a memória, esqueceu tudo e ficou muda. Aquilo me bateu. Fiz as músicas deste disco buscando a sonoridade e memórias dos meus antepassados – portugueses e africanos”, explica o músico, que ainda assina quase todas as letras e toca guitarra, violão, baixo, teclado e programações. O disco é solo mas a produção não é solitária, ao contrário: Amabis encontrou a tripulação ideal. Vozes e instrumentos de outros artistas ajudam a compor esse emaranhado. Criolo, mostra-se um cantor de primeira em duas músicas – “Orquídea Ruiva” e “Para Mulatu”, ambas escritas em parceria entre autor e convidado – e só faz crescer a expectativa pelo aguardado disco solo dele; Lucas Santtana canta e assina letra na inspiradíssima “O Deus que Devasta Mas Também Cura”, música de Dengue e Amabis; Céu empresta o timbre único para “Swell” – que faz a nau desviar para um saudável mergulho em mares jamaicanos – e “Doce Demora” – pura sutileza com ecos da música portuguesa –, além de fazer vocais de apoio em outras três; Tiganá interpreta “Imigrantes” com o tom preciso para uma letra sobre o choque entre etnias que gerou o DNA genuinamente mestiço do povo brasileiro; e Tulipa Ruiz, a voz mais festejada de 2010, acrescenta suas cores nas ensolaradas “Sal e Amor” e “Ao Mar”. Há ainda Siba fazendo coro em “Doce Demora” e a voz de Sinhá em poesia na faixa “Orquídea Ruiva”. No time de instrumentistas, mais um monte de craques: os bateristas Curumin e Samuel Fraga, o saxofonista Thiago França, o baixista Marcelo Cabral, o violonista Rodrigo Campos, o guitarrista Régis Damasceno e o percussionista Maurício Alves emprestam ritmos, notas e harmonias como remadores de um mesmo barco que desliza num andamento fluído e contínuo. Como marinheiro de primeira viagem solo, Amabis surpreende em “Memórias Luso Africanas”: seu navegar é preciso pelas águas perigosas de saudosismo, intimidade e reflexão pessoal. Terra à vista! Ramiro Zwetsch / Radiola Urbana / Março-2011 |
Ficha Técnica e Letras 01- Dois Inimigos (Gui Amabis) BR6G71100001 Gui Amabis: Voz, teclados e baixo eléctrico Thiago França: Sax tenor Eu nasci trinta e quatro anos faz e a febre sempre está nos postais. E pensar em meus pais e meus avós, que sou dois inimigos em um só. E a batalha continua franca e aberta, só que agora trava na goela. Tanto faz quem inicia a paz, contanto que ninguém volte atrás. 02- Orquídea Ruiva (Gui Amabis / Criolo) BR6G71100002 Criolo: Voz Sinhá: Voz feminina Regis Damasceno: Guitarra baritono Gui Amabis: Programação, teclado, guitarra, violão, baixo elétrico e coro. O amor vai encontrar só quem é capaz de amar Quer ser freira ser vadia Ser escrava e ser rainha Toda mulher tem assim um que de provérbio chinês Quando sonho com você Tenho medo de acordar Quem descansa ao teu lado No aconchego desse quarto ouvir minha boca sussurrar Teu nome Quando quiseres me ver e alguma coisa atrapalhar Você vai perceber que a verdade nua e crua vai fazer alguém chorar O teu par Quando lembo de você Dá vontade de gritar De saudade de alegria Por saber que nossas vidas dividiram caminhar Dividiram caminhar… O amor vai encontrar só quem é capaz de amar A morte, amor, é só uma passagem Por favor meu bem não chore Eu estou em um bom lugar 03- Sal e Amor (Gui Amabis) BR6G71100003 Tulipa Ruiz: Voz Céu: Vocais Curumin: Bateria Gui Amabis: Baixo, teclado e programação Acordei e peguei no sono Vesti a fantasia e virei um bobo Quantas versões se tem para viver Encontrei um ser humano estranho Agi com ironia e troquei de pano Quantas versões se tem para viver Foi num baile semi estudantil Não sei bem quem chegou e quem foi que saiu Quantas versões se tem para viver Vi o louco resistindo pouco Tomou outra linha pra viver o sonho De ser alguém que ele queira ser E traga sal e amor pra me benzer 04- Swell (Gui Amabis) BR6G71100004 Céu: Voz Dengue: Baixo elétrico Samuel Fraga: Bateria Gui Amabis: Programação, guitarra e baixo elétrico Mergulho e sinto as ondas E junto vou quebrar Na espuma que o sol ataca, transpiro tô no ar E subo em vôo solo Pra logo derramar Nos cachos dos seus cabelos, encontro meu lugar E vou correr por toda a tua pele Tentando encontrar um poro aberto Pra me infiltrar, em vocé 05- Ao Mar (Gui Amabis) BR6G71100005 Desse jeito não vai rolar Com tanta onda pra furar Não vale a pena trabalhar e não ter tempo de te amar, te amar... Seja o que for eu fco aqui Pra onde vou sem você vir Um mundo novo a se abrir Tamo na febre de sorrir, sorrir… 06- Doce Demora (Gui Amabis) BR6G71100006 Céu: Voz Siba: Coro Dengue: Baixo elétrico Maurício Alves: Percussão Gui Amabis: Programação, guitarra e violão És minha rosa Linda pequena Doce Demora Linda Morena E vai florir E vai voar E vai pedir Pra retornar Rosa vem brincar Venha pra dançar 07- O Deus que devasta mas também cura (Dengue, Gui Amabis, Lucas Santtana) BR6G71100007 Lucas Santtana: Voz Dengue: Baixo elétrico Samuel Fraga: Bateria Gui Amabis: Programação e guitarra Um vídeo de celular Retrata um dia depois o caos de um dia atroz Quando a cidade parou Por causa da fúria de um deus Que fez ainda pior Muito assustadoramente Revirou gavetas, onde amor e letras em fotografias é o que nos valia e nos aquecia Carro sobre o alambrado Pista coberta de barro Bancos e escolas fechados Quando a cidade parou Por causa da fúria de um deus Que fez ainda pior Muito assustadoramente Revirou a casa, esvaziou o armário e levou a mala para sabe alguém aonde isso dá? Há de florescer o jardim de plantas e papéis essa luz sobre o jardim vem de uma estrela ó sol! proteja o menino 08- Imigrantes (Gui Amabis) BR6G71100008 Tiganá: Voz Céu: vocais Rodrigo Campos: Violão Thiago França: Sax tenor Gui Amabis: Programação, teclado, violão e baixo elétrico Vou me embora eu daqui porque aqui já não tem mais flores não É irmão contra irmão, é o espinho da intenção E num dia ele te olha e te beija e no outro vira a mão Despejando ingratidão sobre a cova da ilusão 09- Para Mulatu (Gui Amabis / Criolo) BR6G71100009 Criolo: Voz Marcelo Cabral: Baixo acústico Maurício Alves: Percussão Gui Amabis: Programação, guitarra e teclado Eu jurei que ia voltar amor Eu jurei que ia voltar amor Mas nessa situação A cor da pele pegou A perna tinha que correr A inocência acabou De um ventre livre nasceu papai que me criou Eu jurei que ia voltar amor Eu jurei que ia voltar amor Mas nessa situação Mama fugiu de senhor E a correnteza levou Mama pros braços de amor Minha voz se formou quando a paixão se espalhou 10- Fim de Tarde (Gui Amabis) BR6G71100010 Céu: Vocais Gui Amabis: Programação e guitarra |